Noite de horror
TEMPORAL: Devido aos estragos provocados pela chuva, a cidade do aço declara estado de emergência


Defesa Civil interditou cinco casas

Em casos de temporais, as pessoas normalmente procuram o abrigo de seus lares para se esconder do mau tempo. Algumas obtêm sucesso, outras nem tanto. Foi o caso da família de Isabela Vieira Pereira, de 9 anos, que morava na Rua Mangaratiba, no Açude. A casa onde a família morava foi soterrada após a forte chuva que caiu sobre a cidade do aço na noite de quinta, 13, e que provocou um deslizamento de terra de uma encosta situada atrás da residência. Os bombeiros tiveram dificuldade para chegar ao local, o que atrasou o atendimento em uma hora. Resultado: a menina chegou com vida no Hospital São João Batista, mas não resistiu e acabou falecendo durante a madrugada. A mãe da menina, Josiane Vieira, também chegou a ficar presa, mas não se feriu.
Em entrevista coletiva na tarde de ontem, sexta, 14, o prefeito Gotardo fez um balanço dos estragos provocados pela chuva da noite de quinta-feira. Para ele, foi a pior situação que a cidade sofreu nos últimos anos, pois teve conseqüência a morte de uma menor. “A perda da vida humana é a que mais nos comove. No momento que soubemos do caso, preparamos tudo para dar o primeiro atendimento”, disse o prefeito, que considerou a atuação da Defesa Civil, o resgate da prefeitura e o Corpo de Bombeiros eficientes no caso.
No Monte Castelo, mais deslizamentos. Pior. Com as obras de instalação do gasoduto da CEG (Companhia Estadual de Gás), três carros caíram em buracos abertos nas ruas. Na Rua 324, nº 45, a casa de Hermógenes Dornas Messias ficou alagada. “Acredito que não foi só pela chuva forte. Com as escavações feitas pela CEG para a colocação de tubos do gasoduto, creio que o solo ficou prejudicado e isso pode ter acarretado o desmoronamento”, explicou Hermógenes.
Com o deslizamento, o muro da casa caiu e a água passou a descer pelo ‘barranco’ da casa, ficando empoçada em seu pátio. “Isso aqui (pátio) virou um rio. Com a pressão da água, o muro do outro lado da casa também acabou caindo. Tinha medo de encontrar alguém embaixo do muro, ele caiu para a rua”, relatou Hermógenes, garantindo que a CEG prometeu pagar seus prejuízos e limpar os entulhos que ficaram em sua porta. A água chegou a subir, segundo ele, cerca de 50 cm dentro de sua propriedade. Gotardo, ao saber do caso, disse que se for detectada a responsabilidade da CEG no deslizamento, a prefeitura irá acioná-la para que tome as providências cabíveis.
O volume de água realmente foi alto. Conforme dados fornecidos pelo coordenador da Defesa Civil de Volta Redonda, Marcílio Bezerra Santos, o volume de chuva registrado na noite de quinta-feira foi acima do normal e fez um comparativo. “No período de abril a novembro, o mês que teve o maior índice pluviométrico foi agosto, que obteve, em todo o mês, 53 mm. E ontem, em somente uma hora e meia de chuva, tivemos 70 mm de chuva. Por isso, o caso foi alarmante e causou sérios danos à cidade”, disse.
Munir Francisco, secretário de Ação Comunitária, informou que cinco casas estão em situação de risco e precisaram ser desocupadas. “São duas casas no Belo Horizonte, duas no Retiro e uma no Açude. As famílias estão sendo atendidas por vizinhos e familiares”, anunciou. As pessoas, segundo ele, já foram recolocadas e a prefeitura tentará agilizar a conclusão das obras necessárias para que as famílias possam voltar logo para as suas casas.
No Retiro, na Rua Sávio Gama, a água chegou a passar de um metro de altura em frente ao depósito da Unibrás, que ficou alagado. Na Avenida Beira Rio, um muro de contenção de um córrego que fica na altura na Rua das Laranjeiras e desemboca no Paraíba do Sul, despencou com a força da chuva. Uma casa que fica no terreno onde houve o desmoronamento está com rachaduras. Segundo Maria das Graças Soares Fagundes, 55, o deslizamento aconteceu por volta das 21 horas. “Minha casa chegou a tremer quando o barranco caiu”, contou.

Prefeitura de Barra Mansa discute projeto de prevenção a desastres
A prefeitura de Barra Mansa realizou ontem, sexta, 14, uma reunião com o representante da OEA (Organizações dos Estados Americanos), Wilkferg Vanegas, na sede da Coordenadoria de Meio Ambiente, para debater um projeto de prevenção de desastres. O projeto pretende envolver, além do poder público e empresários, toda a população com trabalhos educativos de primeiros socorros em escolas e comunidades. “Desta forma, pretendemos evitar desastres antes, durante e depois dos períodos de enchentes”, diz Abílio Fabiano, coordenador de Meio Ambiente. Também participaram representantes da Cruz Vermelha, da Agenda 21 e da Agevap (Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul).

Guerra nas gôndolas
ECONOMIA: Paulistas investem na cidade do aço e provocam crise no setor de supermercados

Corre nos bastidores do Palácio 17 de Julho que o prefeito Gotardo anda fulo da vida com os empresários de um supermercado de São Paulo que deve abrir uma filial em Volta Redonda neste sábado, 15. Tão fulo que ameaçava não comparecer ao coquetel de inauguração na quinta, 13. Ele foi, mas não ficou muito tempo. Tinha até um bom motivo para ir embora: o forte temporal que caía sobre a cidade do aço.
Tem mais. Nos corredores do Palácio, sabe-se que a ira do prefeito estaria ligada ao fato de Gotardo ter investido uma fortuna em obras para facilitar o acesso ao supermercado e na hora ‘H’, a rede ter usado o prefeito eleito Neto para fazer publicidade na TV.
Por falar na propaganda, não foi fácil convencer Neto a aparecer na TV. Ele só concordou depois de ler o texto que falaria diante das câmeras. Um texto bem generalizado, por sinal, agradecendo a quem, como a rede paulista de supermercado, investe na cidade do aço. Detalhe: o dono da rede mostrou ficha por ficha de quem contratou. Foram 300 empregos diretos e todos os contratados são de Volta Redonda.

Horário
A chegada do grupo paulista de supermercado agitou o setor, até então dominado por apenas dois grupos locais. Eles tentaram de tudo para que o negócio não fosse à frente. A começar por tentar inviabilizar o horário de funcionamento da rede, que chegou com a intenção de abrir diariamente das 7 às 23 horas, até aos domingos para atrair consumidores de toda a região.
Como o clima estava esquentando, coube ao prefeito eleito Neto acender o cachimbo da paz entre os empresários daqui e de fora. Ficou acertado que o novo supermercado funcionará das 8 às 22 horas de segunda a sábado. O horário de domingo ainda não está definido, pois os paulistas não querem concordar com a imposição de funcionar só até às 16 horas.

Pressão
Há quem garanta até que um dos empresários, com sotaque japonês, andaria pressionando os fornecedores volta-redondenses a não vender para os paulistas. Estes, por outro lado, andariam espalhando que, em pouco tempo, vão deter 60% do mercado local. Para isso, estariam dispostos a vender barato. Para a inauguração, por exemplo, a rede vai lançar uma promoção imperdível de frango congelado. Sorte dos consumidores.

Azar
Dizem que os empresários paulistas não ficaram nada satisfeitos com o 0800 que promoveram na noite de quinta para apresentar o supermercado para as autoridades e convidados. Motivo: alguns espertinhos andaram levando umas garrafas de ‘biritas’ pra casa. Sem pagar, é lógico. Que feio!!!

Na conta
DINHEIRO: Resolução do Banco Central pode atrapalhar negócios da Caixa com servidores de Volta Redonda

A transferência obrigatória das contas dos servidores públicos da cidade do aço para a CEF está sendo dividida entre as várias agências do banco estatal existente em Volta Redonda. Afinal, são mais de onze mil. Ao falar no Programa Dário de Paula sobre o milionário negócio que fez ao vender a folha de pagamento da prefeitura para a CEF por longos cinco anos, Gotardo chegou a apontar como vantagem para o funcionalismo a taxa de 6 e pouco por cento que o banco vai cobrar no cheque especial contra taxas de 8% que os demais bancos andam cobrando.
Ainda sobre a negociação milionária: existe uma Resolução – a de nº 3402, do Banco Central – que garante ao servidor público o direito de trabalhar com o banco que quiser. A conta salário – vendida à CEF – só serve, se for o caso, para o trabalhador receber o seu salário. Ele pode, garante o BC, exigir que a CEF transfira o seu salário – sem taxas – para qualquer banco onde ele, servidor, tenha conta e goze de bons serviços. E boas taxas.

TEM eletrônico
VOLTA REDONDA: Gotardo inaugura novas instalações do Delce Horta e entrega
os primeiros cartões eletrônicos que vão substituir os passes escolares de papel


Gotardo: “Com o TEM poderemos implantar o bilhete único”

A garotada do Delce Horta, escola da rede municipal de ensino, estava feliz da vida na tarde de quarta, 12. Motivo principal: iria conhecer as novas instalações do colégio, que se mudou de mala e cuia para o antigo prédio da Escola de Odontologia da Foa, no Aterrado. Eles adoraram. Além disso, tiveram o privilégio de conhecer o novo sistema de passe escolar, batizado de TEM, que está sendo adotado em todos os ônibus que circulam pela cidade do aço. Também gostaram. O TEM (Transporte Eletrônico Municipal) será utilizado, em breve, por todos os estudantes, cerca de 80 mil, pois vai substituir o tradicional passe de papel. Alguns cartões eletrônicos foram, inclusive, distribuídos pelo prefeito Gotardo aos alunos do Delce Horta. .
O cartão funcionará da seguinte forma: ao invés de os alunos comprarem as cartelas de passes, eles comprarão ‘créditos’ para o cartão que vão receber. Cada vez que ele for utilizado nos terminais instalados nos ônibus, será descontado o valor da passagem. Além dos estudantes, o TEM beneficiará futuramente todo mundo que anda de ônibus em Volta Redonda. O mecanismo eletrônico já é utilizado em várias cidades do país como Curitiba e Rio de Janeiro, sendo que o da cidade do aço é o mais moderno da atualidade.
Cada maquininha instalada nos ônibus que circulam pelo município custa cerca de R$ 10 mil. É inviolável e inquebrável. Tem tudo para acabar de vez com o passe de papel e, melhor, o uso de dinheiro dentro dos veículos. Acabará ainda com o negócio ilegal de passes e vales transportes, pois os cartões só poderão ser usados nos ônibus. E o que é melhor, vai reduzir os custos das empresas de transporte de passageiros em cerca de 8%, o que, no futuro, servirá para baratear o preço do TEM. “Com o novo sistema, nós teremos condições reais de avaliar quantas pessoas e quantos estudantes andam de ônibus. E teremos o número certo dos que se beneficiam de gratuidades, como aposentados, deficientes etc. As futuras planilhas – que determinam o preço das passagens – serão feitas em números reais, absolutos”, comemorava o empresário Paulo Afonso, presidente do Sindpass. “Com o TEM poderemos implantar o bilhete único”, acrescentou o prefeito Gotardo.

Escola
Durante a cerimônia de entrega do imóvel onde funcionava a Escola de Odontologia, a diretora do Delce Horta, Mariucer Bilate Cury Puída, não escondia a felicidade em receber a ‘nova casa’ e disse que sua sala será conduzida com o coração. “Vamos nos comprometer a cuidar deste novo espaço que nos foi dado. Um espaço digno e seguro”, comentou, lembrando que esse sonho estava comemorando 18 anos. “Esta escola foi ansiosamente esperada. Esperamos cerca de 18 anos por uma reforma na antiga, e após anos de espera ganhamos uma casa nova”, afirmou, dizendo que a partir da inauguração sua palavra agora seria de gratidão. “Quero em nome de todos do colégio, agradecer por esse bonito espaço que nos foi dado”, finalizou.
O prefeito Gotardo reconheceu o drama de tantos anos à espera de obras. “Também saí soltando fogo pelas ventas assim como vocês. Mas hoje faço essa entrega restando 50 dias para o final de meu governo, com a consciência tranquila. Agora posso morrer em paz”, falou, referindo-se ao fato de que no período das obras, os 800 alunos do Delce Horta tiveram que estudar na parte da manhã na sede da FOA, no Aterrado, e na parte da tarde no Colégio Estadual Barão de Mauá.
Um integrante da Comissão de Pais e Alunos, Antônio Guilherme Clemente, relembrou ao aQui as muitas reuniões feitas com a FEVRE e o prefeito e abordou o ‘mal estar’ entre as partes. “É um absurdo o presidente da FEVRE estar discursando querendo a gratidão dos alunos. Ele queria acabar com o colégio. Disse que era melhor colocar os quase 800 alunos em outras escolas e acabar com o Delce Horta, já que suas instalações seriam do CEFET. A comissão é que insistiu e não deixou que ele fizesse isso”, desabafou.
José Luis de Sá, presidente da FEVRE, desmentiu que tivesse feito tal proposta. “Não é verdade. Se eu não quisesse que o colégio fosse reformado, eu não tinha me empenhado tanto para o fazer aqui”, afirmou.
Ainda durante o evento, discursaram e agradeceram pelas melhorias o estudante Paulo César da Cunha Júnior, do Ensino Médio, Geraldo Salvador, membro do Conselho Comunitário Escolar e Rosane Mezabarba, que fez uma prece de agradecimento pelas novas instalações do Delce Horta.

CEFET
As antigas instalações do Delce Horta foram cedidas para a instalação do CEFET-VR (Centro Federal Tecnológico de Volta Redonda) que, segundo Gotardo, foi obtida graças a muita luta. “No ano passado disputamos o CEFET, estávamos numa situação financeira difícil, vendendo almoço para comprar a janta. Mas conquistamos mais este instrumento de trabalho”, ressaltou orgulhoso, aproveitando para cutucar os que eram contra o CEFET na cidade do aço. “Gente que é daqui de Volta Redonda estava em outra cidade com ‘banquinha’ e tudo mais, colhendo assinaturas em um abaixo-assinado, e isso nos deixou muito triste”, comentou, esquecendo, de propósito, de dizer que estava se referindo à deputada federal Cida Diogo, do PT.

Vitória dos idosos
As empresas de transporte de passageiros intermunicipal e interestadual devem tomar cuidado: a Viação UTIL (União de Transporte Interestadual de Luxo S.A) terá que pagar uma indenização de R$ 5 mil por ter impedido um aposentado de viajar gratuitamente de Volta Redonda a Belo Horizonte, conforme prevê a Lei Federal nº 10.741/2003. Terá ainda que devolver R$ 59,50 que ele pagou, indevidamente, pela passagem.
O fato aconteceu com o aposentado Mário Coelho Filho, 67 anos. Ele foi até o guichê da Viação UTIL, na rodoviária de Volta Redonda, para obter uma passagem gratuita para Belo Horizonte e foi orientado a procurar os ‘guichês próprios da empresa’, localizados em Angra dos Reis ou no Rio de Janeiro. No guichê ele foi informado que os funcionários da UTIL não têm autorização para conceder o benefício da gratuidade a nenhuma pessoa acima de 65 anos, conforme prevê a lei.
O aposentado pagou pela passagem, mas ingressou com uma ação contra a empresa no IDECON. A decisão, favorável a Mário, saiu na semana passada. A juíza Marisa Balbi, do 1º Juizado Cível de Volta Redonda entendeu que a UTIL descumpriu a lei ao recusar conceder a passagem de ônibus e ainda praticou uma ‘conduta abusiva, ilegal e desrespeitosa’ para com o aposentado, ao orientá-lo a procurar os guichês da empresa no Rio ou em Angra. Segundo o IDECON, cópias desse processo serão encaminhadas ao Ministério Público Estadual para ‘ciência e adoção de providências em prol da defesa da coletividade’. Cabe recurso.

Vitória dos doentes
O Governo do Estado do Rio está autorizado a firmar convênios com as 92 prefeituras fluminenses para garantir o transporte intermunicipal de doentes em tratamento. A medida é autorizativa, ou seja, deixa sua aplicação a cargo do governador Sérgio Cabral. Segundo o texto assinado pelo deputado Wilson Cabral (PSB), o Poder Executivo fornecerá o veículo e a prefeitura garantirá a manutenção, o motorista e a equipe técnica necessária. Para ele, esta iniciativa auxiliaria um enorme número de enfermos que precisam se deslocar até a capital para fazer seus tratamentos. "Os serviços públicos que atendem patologias de maior complexidade encontram-se localizados nos grandes centros urbanos. Muitos pacientes, depois de atendidos nestes centros, voltam aos seus municípios necessitando retornar por várias vezes à unidade de saúde que o atendeu. Como os meios de transporte no interior do estado costumam ser deficientes, o tratamento destes cidadãos fica bastante comprometido", justifica.
De acordo com a proposta, o quantitativo de veículos oferecidos pelo Governo considerará o perfil epidemiológico do município, assim como seu número de habitantes do município e extensão territorial. O texto prevê que seja levada em consideração a disponibilidade orçamentária. O projeto dá prioridade aos pacientes em tratamento com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, quimio e radioterapia, terapia ocupacional, ortopedia, neuropediatria e fisiatria.
O texto já foi encaminhado ao governador Sérgio Cabral para sanção. Se o governador não o fizer, o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), poderá promulgá-lo nos próximos dias.

Pendenga habitacional
CIDADE: Peritos da União e Ministério Público Federal vistoriam casas no
Vila Rica; CEF pode leiloar mais 35 residências de mutuários inadimplentes


Vila Rica: 280 imóveis serão vistoriados

Desde a última quinta, 13, moradores do Conjunto Habitacional Vila Rica, em Volta Redonda, estão tendo que abrir a porta de suas casas para receber uma equipe de engenheiros e técnicos em edificações. São peritos da União e do Ministério Público Federal (MPF) que estão vistoriando os imóveis para comprovar se o material utilizado na construção das casas é realmente inferior ao que consta do Memorial Descritivo do empreendimento. E ao contrário do que eles pensam, a perícia não vai lhes garantir retomar os imóveis, que já foram leiloados pela Caixa Econômica Federal. Também não vai impedir que novos leilões aconteçam.
A perícia, que será realizada até o mês de julho de 2009, vai abranger cerca de 280 imóveis e faz parte das medidas que a justiça federal necessita para julgar a Ação Civil Pública que a Associação de Moradores do Vila Rica (Amavir) move, desde 2001, contra a CEF e a Via Engenharia. A primeira por ter financiado os imóveis e a segunda por ter construído as casas, “com material de segunda”, como afirmam. A Amavir garante que eles não condizem com o Memorial Descritivo da construção das residências. “O Memorial diz uma coisa e as casas comprovam outra”, denuncia Mauro Coelho, presidente da Associação.
O problema é que quando a Amavir entrou com a ação questionando a qualidade das casas, os moradores foram orientados a parar de pagar as prestações de seus imóveis. E aí a coisa degringolou. Resultado: 814 mutuários ficaram inadimplentes e passaram a ser pressionados pela CEF a renegociar suas dívidas, sob pena de terem seus imóveis leiloados. A maioria conseguiu. Mas 280 preferiram acreditar nas promessas dos políticos que se envolveram na pendenga.
O resultado foi desastroso, danoso até. A CEF mandou executar 284 imóveis, segundo Mauro, e 155 de acordo com a assessoria de imprensa da caixa. O número não importa. O que vale é que desde então a gerência do banco vem se recusando a renegociar com os mutuários. “Nunca pedimos para as pessoas pararem de pagar as casas. Nossa orientação foi de que guardassem o dinheiro para pagar posteriormente, quando saísse a decisão do juiz”, garante Coelho. “A Caixa não respeitou o nosso processo, leiloou as casas e agora não quer mais negociar com o pessoal”, reclama.
Em entrevista ao aQui, um dia antes da perícia começar a vistoriar os imóveis, Mauro Coelho denunciou que a Caixa Econômica estaria fomentando a chamada “indústria da retomada”, que segundo ele, é formada por imobiliárias de Volta Redonda. Na prática, a ‘ação’ seria feita da seguinte forma: a Caixa leiloa o imóvel do mutuário inadimplente e, se ninguém arrematar, eles são repassados às imobiliárias a preços abaixo de mercado, para que sejam vendidos a terceiros por preços comerciais. “A Caixa esta fazendo o que ela acha que tem que fazer, que é levar a leilão as casas e repassar para a indústria da retomada. Nessa indústria tem imobiliárias, advogados e policiais. Eles compram as casas bem mais baratas e vendem pelo dobro do preço”, reafirma.
Em 1998, segundo Mauro, das casas leiloadas pela Caixa Econômica, apenas 28 foram arrematadas. Como os leilões não pararam, até julho deste ano, o número tinha subido para 40. São moradores que perderam, literalmente, seus imóveis e tiveram que deixar a casa para outra família ocupar. “Quem compra uma casa assim, sabe que está comprando um problema, porque vai ter que tirar o morador de lá. E tem outra: a nossa ação ainda não foi julgada e não cabe a gente decidir pelo juiz. Mas nós temos um caso de um morador que tinha perdido a sua casa e agora a justiça determinou que ele a receba de volta”, comemora.
O caso em questão é o do aposentado Marinho Siqueira, da Rua 26 que, em 2006, perdeu o imóvel e foi obrigado a cedê-lo para uma nova família. Marinho entrou com uma ação na 1ª Vara Federal de Volta Redonda, em paralelo a ação movida pela Associação de Moradores, e obteve êxito. O Tribunal Regional da 2ª Região anulou a execução da casa e ainda determinou que a Caixa Econômica Federal entregue a escritura ao aposentado. Quanto à família que ainda está ocupando o imóvel, caberá a CEF, segundo consta da decisão, tomar providências para que ela seja retirada de lá. “Este caso é um exemplo para os moradores do Vila Rica”, crê Mauro Coelho.
Ledo engano. O que pouca gente sabe é que o caso do aposentado Marinho Siqueira não pode ser usado como exemplo para ninguém, por ter um agravante que acabou favorecendo na decisão. Marinho é pai de um jovem portador de necessidades especiais que veio a falecer depois que a família deixou o imóvel. A falta de pagamento das prestações da casa, segundo relato de moradores que conhecem o aposentado, não foi por má fé. “Faltaram condições mesmo”, diz um deles que pediu para não ser identificado. “A Associação não pode prometer para nenhum mutuário que a justiça vai devolver as casas que já foram tomadas no leilão”, acrescentou o morador.
Perícia - A perícia que começou na quinta, 13, deverá ser concluída em no máximo nove meses. “Se tudo der certo, já teremos os resultados em julho”, avalia Mauro Coelho. Até lá, não existe nenhuma garantia de que não ocorrerão novos leilões. “O que eu sei é que os peritos têm reconhecido que foi uma porcaria o que fizeram por aqui”, comentou o presidente da Amavir, enquanto acompanhava o andamento das primeiras perícias.
A pendenga envolvendo os moradores do Vila Rica, a maioria operários da CSN, e a Caixa Econômica Federal está longe de acabar. Uma coisa é certa: a presença de peritos no bairro não garante que nenhum mutuário que tenha perdido seu imóvel no leilão da Caixa receba-o de volta. O máximo que poderá acontecer é ficar comprovado que a denuncia da Associação de Moradores tem fundamento. Ou seja, que o material utilizado na construção das casas era inferior ao que consta do Memorial Descritivo. Só isso. Pobre Vila Rica.

Sem chances
Em entrevista, via e-mail, o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Hélio Volgari, afirmou que a perícia que está sendo realizada nas casas do Vila Rica, não garante aos mutuários executados em leilões, a retomada de seus imóveis. Tem mais. Ele avisa que 35 novos leilões estão em andamento. Confira a entrevista:

aQui - Peritos da União e do MPF começaram a vistoriar casas do Vila Rica, cujos mutuários estão inadimplentes. Isto garante aos moradores executados em leilões, a retomada dos imóveis?
Hélio Volgari - Não. É necessário esclarecer que os mutuários perdem os imóveis por falta de pagamento acordado em contrato.

aQui - Quantas casas no Vila Rica já foram a leilão e qual o valor médio?
Volgari - 153 imóveis já foram retomados. Os valores utilizados nos leilões variam entre R$ 35 mil a R$ 43 mil dependendo do padrão do imóvel.

aQui – Quantas casas ainda vão a leilão?
Volgari – Informamos que hoje existem 35 contratos com execução em andamento, caso não sejam renegociados irão a leilão.

aQui – A CEF tem convocado mutuários inadimplentes, cujas casas já foram a leilão, para uma renegociação? Isto é possível?
Volgari – Se a casa já foi a leilão, não há como a Caixa ou a EMGEA chamar para renegociar.

aQui – Mutuários inadimplentes que entraram com ação judicial contra a CEF tiveram suas casas leiloadas. O leilão, nestes casso, foi arbitrário?
Volgari – Não. Importante esclarecer que a Caixa emprestou dinheiro para a aquisição do imóvel, para que o interessado comprasse sua casa. Se este mutuário não pagar, este imóvel vai à execução sim. Sobre vícios de construção, jamais pode ser imputada à Caixa. O leilão é amparado na lei que diz que quem deve tem que pagar. Importante esclarecer que em alguns casos os juizes mandam interromper o processo de execução, mas a grande maioria foi mantida. Relevante informação é dar ciência ao mutuário que em um contrato em andamento, se o devedor não concorda com o valor que lhe é cobrado, pode depositar em juízo, garantindo assim que este contrato não seja executado. Esclarecemos que não é arbitrário, pois está amparado pela lei (Código Civil), que determina o pagamento ao credor do valor que foi emprestado.

aQui – Há um caso de um morador inadimplente que perdeu sua casa em 2006. Este ano a justiça decretou a nulidade da execução do imóvel e ainda mandou notificar a CEF que entregue a escritura da casa para o morador executado. A CEF já foi notificada sobre isto?
Volgari - Será necessário identificar de qual caso se trata. Não sabemos qual é o caso, mas se for passível de recurso, este será oferecido pela Caixa, porque a defesa é intransigente do patrimônio público, que pela Caixa é gerido. Os recursos que financiam a compra de imóveis são originados das contas do FGTS dos trabalhadores e devem retornar às contas, mediante o pagamento dos empréstimos concedidos, e a Caixa tem a obrigação de zelar pela aplicação destes recursos.

aQui – Temos a informação de que a CEF se recusa a negociar com os mutuários que já tiveram seus imóveis tomados. E que estaria entregando estas casas às imobiliárias por preços abaixo de mercado para que sejam vendidos a preços comerciais. Isto é legal?
Volgari – Os imóveis que ingressam no patrimônio da Caixa por arrematação ou leilão, ou qualquer origem, só podem ser vendidos por meio de concorrência pública nos termos da Lei 8.666, que trata de licitações. Antes de ser leiloado é feita a avaliação conforme preconiza a lei.

Amor pra recomeçar
COMPORTAMENTO: Especialistas dizem que namoro na Terceira Idade faz bem ao corpo e ao coração


Seu Manoel e Dona Piedade casaram-se em 2006

A matéria publicada no aQui, edição 608, sobre a história de seu Francisco – o idoso de 86 anos que espalhou cartazes pela cidade do aço anunciando que está em busca de um novo amor –, deu o que falar. Muitos, inclusive, se comoveram com a história do aposentado que, aliás, afirma que depois da publicação da reportagem já foi procurado por três senhoras interessadas em dividir com ele o mesmo teto. Pensando nas centenas de vovôs e vovós de Volta Redonda que ainda não encontraram a ‘cara metade’, o aQui procurou ouvir especialistas para saber se há algum problema em manter relacionamentos amorosos na Terceira Idade. Um deles foi Munir Francisco, secretário de Ação Comunitária de Volta Redonda (SMAC), responsável há quatro anos pelos programas sociais voltados para os idosos da cidade do aço.
Ele, que conheceu a história de seu Francisco através do aQui, afirma que é a primeira vez que vê alguém anunciar em cartazes a busca por uma companheira. “Pra mim é novidade”, comenta Munir, que diz já ter visto inúmeros casos de idosos que se apaixonam e começam a namorar. Principalmente nos 39 grupos de convivência da Terceira Idade espalhados por Volta Redonda. Aliás, diz Munir Francisco, os grupos são os locais mais adequados para que idosos solitários façam novos amigos. “O único detalhe é que a maior parte dos que freqüentam os programas da prefeitura para a Terceira Idade é de mulheres. Os homens, penso, ficam mais envergonhados, têm aquela coisa meio machista de achar que as reuniões são ‘coisa de mulher’. Acredito que seja isso. Mas todos os homens que participam gostam e trazem os amigos”, explica o secretário.
Para ele, o que leva homens e mulheres idosos a procurar companhia é, obviamente, a solidão. E esta solidão, diz Munir, independe da convivência com a família. “No caso do seu Francisco, por exemplo, pelo que vi na matéria, ele era casado, com oito filhos e agora mora sozinho. Acho que o principal fator que o levou a espalhar os cartazes foi mesmo a solidão”, opina ele, que vai além. Diz que a melhor maneira – e a mais segura, frisa – de conseguir uma namorada é nos programas da Terceira Idade. “O seu Francisco espalhou cartazes. Ele pode dar a sorte de encontrar uma pessoa legal, mas pode ser que encontre pessoas aproveitadoras também. É preciso ter cuidado, pois é um risco”, alerta Munir, que aproveita a oportunidade para fazer um convite especial ao idoso.
“Se o seu Francisco quiser, tem um grupo de convivência no Santa Cruz que se chama ‘Renascer’. Lá existem senhoras casadas, mas há solteiras também. Se ele quiser freqüentar o grupo, será muito bem-vindo”, avisa, acrescentando que nos grupos de convivência há várias atividades, que vão desde palestras sobre assuntos relacionados à Terceira Idade – como saúde e direitos do idoso – até oficinas criativas. Isso tudo com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos e assistentes sociais.
De acordo com Munir Francisco, os relacionamentos amorosos na Terceira Idade são extremamente saudáveis. Por isso, alerta, é necessário que as famílias dos idosos se conscientizem da importância de apoiá-los nesse sentido. “Às vezes a família interfere e causa uma complicação. O idoso, que não quer desagradar à família, acaba se retraindo e isso não é saudável. É saudável se apaixonar, isso em qualquer idade”, explica o secretário, dizendo que o relacionamento entre idosos ajuda a aplacar a dor da solidão. “Um apóia o outro. Não adianta o idoso viver em uma casa cheia se a família não dá atenção. O idoso, nesses casos, acaba ficando em segundo plano. Mais do que um quarto confortável, com tv e ar-condicionado, por exemplo, a família tem que oferecer carinho, ouvir o idoso, conversar com ele, estimular a convivência. O calor humano é fundamental e essencial para a qualidade de vida do idoso”, argumenta Munir, que não deixa de citar, também, os idosos que preferem morar sozinhos, mantendo-se independentes. “Ainda assim a família tem que participar. Tem que respeitar a independência do idoso, mas não pode deixar de visitar e dar atenção”, completa o secretário.
A psicóloga Daniele Freire concorda e vai além. Afirma, entre outras, que o fato de ser idoso não significa que o afeto esteja embotado. Muito pelo contrário. “O afeto está preservado, sim. Mas às vezes a família não aceita essa ‘novidade’”, revela Daniele, afirmando que a busca por um amor, independente da idade, reflete a necessidade de completude. “Todos nós precisamos do outro. Não só para cuidar, mas também para nos sentirmos completos. Temos a necessidade de doar e receber afeto”, explica Daniele, que emenda: “A gente só se dá conta do tamanho da solidão quando quer dar o afeto para o outro, mas não tem ninguém ali”.
Ela aponta como curiosidade o fato de seu Francisco ter usado cartazes para encontrar uma companheira. “É interessante isso, pois ele usou os cartazes como uma forma de procurar afeto”. Mas ela ressalta que o tipo de afeto pelo qual os idosos buscam nem sempre têm a ver com o relacionamento familiar. Está mais ligado à necessidade de romance. “É importante que as famílias entendam que o afeto não tem fim: é algo que nasce e morre com a gente. E o respeito a esse afeto e à busca dele, é algo fundamental. É um direito que deve ser respeitado pela família, o de amar e ser amado”, diz a psicóloga, defendendo que as famílias devem, além de apoiar, estimular o relacionamento romântico entre idosos. “Os relacionamentos na Terceira Idade são saudáveis e as pesquisas mostram que, além de aumentar a qualidade, aumentam também a expectativa de vida dos idosos”, completa Daniela, confirmando a premissa de que o amor colore a vida e a torna muito mais alegre, independente da idade.

“Ele é a luz dos meus olhos”
No ‘Centro Dia para Idosos’, grupo de convivência mantido pela prefeitura de Volta Redonda no Aterrado, um casal se destaca. Ele tem 88 anos, veio do Ceará e gosta muito de conversar. Ela é uma tímida mineira de 65 anos. Manoel Luiz Ferreira da Silva e Maria da Piedade Domiciano, casados desde 2006, conheceram-s e no Centro Dia. Na época, seu Manoel morava com uma neta, no Retiro. Dona Piedade, por sua vez, vivia sozinha em uma casinha no Belo Horizonte. Ao falar sobre o encontro, seu Manoel, como bom cearense, é curto e grosso. “Ela me ‘assuntou’ e eu ‘assuntei’ ela. Eu vivia só e ela também. Tudo é repartido entre nós. Ela não vive às minhas custas e nem eu às custas dela”, conta seu Manoel, que termina a frase com uma grande e gostosa gargalhada.
Dona Piedade, por sua vez, lembra que tudo começou quando um outro senhor que também freqüenta o Centro Dia começou a cortejá-la. “Eu não gostei daquilo. Então o Manoel me defendeu. Aí eu gostei dele, ele gostou de mim e nos casamos”, relata, simples assim. O casamento, que aconteceu durante uma discreta cerimônia no Centro Dia, foi realizado no dia 2 de maio de 2006 – data que os dois, apesar da idade, se recordam muito bem. Tanto que a têm na ponta da língua. “Foi uma festa muito bonita. Foi bonito demais”, recorda-se dona Piedade. Seu Manoel, animado, conta que alguns dos seus 7 netos e 20 bisnetos compareceram à cerimônia. “Os outros não puderam vir por causa do trabalho”, justifica, acrescentando que a família aprovou a união. “Conheço a família dele toda, toda a ‘netaiada’”, brinca dona Piedade.
A partir do casamento, seu Manoel deixou a casa da neta e passou a viver com dona Piedade no Belo Horizonte. A rotina dos dois é acordar cedo, pegar a van para o Centro Dia e passar o dia todo em atividades, convivendo com outros idosos. Lá, eles tomam café-da-manhã, almoçam e fazem um lanche. À tardezinha, voltam para o ‘ninho de amor’ que mantém. “O Manoel faz as compras e nos sábados e domingos faz café e comida”, diz dona Piedade que, embora tenha perdido a visão em decorrência do diabetes, ajuda como pode nas tarefas de casa. “Às vezes eu arrumo a cozinha e varro a casa”, revela.
A única tristeza que seu Manoel diz ter é não ter conhecido ainda a família da nova esposa. Ela tem três filhas, mas perdeu contato com elas há décadas. “É a única tristeza que eu tenho. Queria muito conhecer a família da Piedade”, lamenta, para logo depois falar das alegrias que tem na vida. “Eu estou muito feliz. Só não sei como vai ser quando ela (Piedade) voltar a enxergar. Acho que ela vai me achar feio e me botar pra fora de casa”, brinca seu Manoel. Dona Piedade, toda derretida, faz uma declaração de amor ao marido: “O Manoel é a luz das minhas vistas. É a menina dos meus olhos”, diz ela, toda sorridente. O amor é mesmo lindo!

Ela não entendeu

Embora a matéria que mostrou a busca de seu Francisco por uma companheira tenha comovido muitas pessoas, houve quem não entendesse o ‘espírito da coisa’. Foi o caso de uma das netas de seu Francisco que, através de e-mail, externou sua ‘contrariedade’ em relação à matéria. Confira abaixo:

Bem...
O que tenho a dizer é sobre a reportagem sobre o Sr. Francisco...
Dele ser um "romântico incurável", não tenho dúvidas, mas agora vocês dizerem que ele está abandonado pela família isso sim é uma grande inverdade, afinal um dia antes de vocês o entrevistarem, eu, neta dele tinha ido a sua residência, e sempre vou, como minha irmã também e minhas tias, que vocês na reportagem disseram que o abandonaram...
Francamente uma reportagem dessas... houve muito despreparo de vocês...
Por acaso vocês perguntaram a ele se ele aceita morar com algum dos filhos ou netos? Sempre pedimos isso a ele...
Que morasse com um de nós... Mas ele sempre negou...
E quando a esposa dele, que nós amamos muito, ficou doente e voltou para sua cidade natal, pergunte a ele quem arruma sempre a casa dele? São minhas tias...
Vocês não conhecem a nossa família, não podem nos julgar...
Maria Carolina
Nota da Redação: Nossa intenção não foi prejudicar ninguém, muito pelo contrário. É o caso do Sr. Francisco que não aguenta mais viver só. Deve ser muito triste para ele – e para outros tantos idosos – ter uma família por perto e, ao dormir, ver que não tem ninguém ao lado.

Justa homenagem

O prefeito Gotardo foi homenageado na noite de quarta, 12, pela direção da Fundação Oswaldo Aranha (FOA) e do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), num ato de agradecimento pelas parcerias firmadas entre a prefeitura e as duas tradicionais entidades de ensino do município. Dentre os projetos que surgiram da parceria, destacam-se, dentre outros, o “Sábado nas Escolas”, em que alunos dos cursos de Educação Física e de Sistemas da Informação oferecem atividades esportivas e de inclusão digital em 20 escolas municipais e o “Censo Imobiliário”, com a participação dos alunos de Engenharia e que resultou num aumento de mais de R$ 300 mil na arrecadação do IPTU.
“Essa é a melhor forma que encontramos de agradecer ao prefeito pela sensibilidade em ter o nosso Centro Universitário como parceiro”, declarou o reitor do UniFOA, Jessé de Hollanda Cordeiro Junior. Para o presidente da FOA, Dauro Peixoto Aragão, a homenagem faz parte do reconhecimento pelas parcerias firmadas que, segundo ele, ajudam a população carente do município e dão aos alunos do UniFOA a oportunidade de mostrar todo seu potencial.
A cerimônia aconteceu no Salão Branco do Hotel Bela Vista, em Volta Redonda, reunindo mais de 100 pessoas, entre autoridades locais, familiares e amigos do prefeito Gotardo (veja as fotos acima)

© Jornal aQui. Todos os direitos reservados - Este site é melhor visualizado no IE 4 ou superior em 800 x 600.