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Gosto
amargo
LEITE: Produto entrava sem fiscalização no Estado do Rio

Maria Alina: atenção redobrada
na hora das compras
Para
muitas pessoas, o leite nosso de cada dia vai demorar a perder o gosto
amargo. É que com a imagem manchada devido à ‘Operação
Ouro Branco’, deflagrada em Minas Gerais, na segunda, 22, pela
Polícia Federal, o setor de laticínios do Sul Fluminense
já registra uma redução de 30% no consumo. “Essa
notícia caiu como uma bomba no nosso setor. As pessoas já
estão diminuindo o consumo de leite e seus derivados”,
desabafou o presidente da cooperativa de leite de Barra Mansa, Cláudio
Meireles. “É a segunda crise em menos de um ano”,
completou Cláudio, referindo-se à recente seca que fez
com que o preço do leite Barra Mansa se elevasse em mais de 50%:
de R$ 1,48 subiu para R$ 2,48 em agosto. Atualmente, o produto é
encontrado a R$ 1,99 ou um pouco menos quando em promoção.
Mesmo longe de Minas, onde as fraudes foram descobertas, a cooperativa
de Barra Mansa acabou sentindo na pele o que é beber leite suspeito
de estar contaminado com soda cáustica. É que ela é
uma das várias cooperativas que prestam serviço para a
Parmalat no país – empresa que teve lotes inteiros interditados
por suspeita de fraude. “Nós somente embalamos o leite
da Parmalat, mas as pessoas não querem saber. Até que
se apurem todas as denúncias e fique comprovado que nem todos
os fabricantes agem de má fé, o consumidor pára
de tomar leite. Ou então migra para outro produto alternativo.
Infelizmente, quem trabalha corretamente acaba pagando pelo erro de
gente inescrupulosa”, desabafou Cláudio.
Entretanto, mesmo no olho do furacão, Cláudio consegue
ver uma luz no fim do túnel. É que para ele, o escândalo
vai fazer com que se aumente a fiscalização em torno dos
leites que são vendidos no estado e, principalmente, na região.
“Hoje os produtos de outros estados entram no Rio sem fiscalização
nenhuma. O estado do Rio de Janeiro produz apenas 20% do que se consome
aqui. Então para cobrir a deficiência compra-se a sobra
de outros estados, que entra aqui de qualquer maneira. Praticamente,
sem nenhuma fiscalização. Trocando em miúdos subsidiamos
o leite mineiro, o gaúcho e o goiano. E isso não é
justo”, afirmou.
A tese de Cláudio é a mesma de outros produtores e cooperativas
que, por volta do dia 15, procuraram a secretaria estadual de Agricultura
suspeitando da concorrência de outros estados que vendiam o leite
mais em conta. A queda brusca de preço poderia ser um indicativo
de que havia alguma coisa errada. “Entramos com uma notificação
junto ao Ministério Público, uma semana antes da operação
da Polícia Federal em Minas, e iniciamos a montagem da força-tarefa
para verificar se havia irregularidades nesses produtos. As denúncias
em Minas vieram apenas reforçar esses indícios”
explicou o secretário de Agricultura, Christino Áureo.
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores do
Leite, Jorge Rubez, no entanto, acha que as fraudes eram para ter sido
descobertas há muito tempo. Em recente entrevista, Rubez afirmou
que as suspeitas de adulteração do leite produzido no
país já existiam há quatro anos. Segundo ele, em
2003 foi feita a análise em parte dos laticínios e marcas
do Brasil e em aproximadamente 3% foram constatadas irregularidades,
mas nada foi feito e ninguém foi punido.
“Não deu em nada porque o caso se perdeu na burocracia”,
disse Rubez, ressaltando, porém, apesar de não ter havido
punição, que os locais onde a fiscalização
atuou de maneira séria não houve fraude, porque todas
as cooperativas sabiam que os órgãos estavam aparelhados
para encontrar possíveis irregularidades. No caso de Minas Gerais,
na avaliação dele, a fraude só foi possível
porque houve participação de fiscais do SIF (Serviço
de Inspeção Federal).
Cláudio, porém, espera mais que um aperto na fiscalização.
Ele espera que ocorra um aumento de incentivo por parte do governo.
Segundo ele, hoje a cooperativa de Barra Mansa produz 3,2 milhões
de litros de leite por mês, mas esse número poderia ser
no mínimo o dobro se os produtores rurais recebessem algum tipo
de apoio do governo. “Os produtores não recebem nenhum
incentivo do governo do estado. Até para se conseguir uma linha
de crédito é difícil. É tanto abandono e
tanta porrada em cima de porrada que muitos já pensam em desistir.
Corremos o risco de não termos mais leite produzidos aqui”,
alertou Cláudio.
Resultados
Os primeiros resultados do escândalo, no entanto, começam
a aparecer. O Ministério da Agricultura, junto com a Polícia
Federal e o Ministério Público, está preparando
mudanças no processo de fiscalização da produção
do leite, considerado ineficaz. A reformulação vai acabar
com o fiscal fixo nas empresas. Ele será substituído por
uma equipe com três ou quatro profissionais que vão ser
treinados pela polícia. O objetivo é comprovar se a permanência
de fiscais do Ministério da Agricultura dentro das empresas fabricantes
de laticínios pode ter contribuído para as fraudes.
No Rio, a força-tarefa formada pelas secretarias estaduais de
Agricultura e de Saúde, pelo Ministério Público
e pelo Procon vai analisar o leite vendido no território fluminense
para saber se o produto não está adulterado, como ocorreu
em Minas Gerais. Serão investigadas as cooperativas e indústrias
leiteiras fluminenses e também o produto vindo de outros estados
para tranqüilizar o consumidor do estado do Rio quanto à
qualidade do leite que compra. O secretário de Agricultura, Christino
Áureo, acredita que em poucas semanas a força-tarefa terá
condições de analisar produtos de 50 cooperativas e indústrias
que abastecem mercado fluminense.
Vigilância
dobrada
Assim que recebeu o alerta da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) sobre os leites contaminados, uma equipe da Vigilância
Sanitária de Volta Redonda partiu para os supermercados para
recolher possíveis amostras. Felizmente, nenhuma das marcas –
Calu, Centenário e alguns lotes da Parmalat - foi encontrada
pelas bandas de cá. “Já imaginava que esses leites
não eram comercializados aqui, mas mesmo assim fomos fiscalizar”,
disse Amaro, ressaltando que não espera pelos contatos da Anvisa
para fiscalizar produtos com suspeita de estarem contaminados.
De acordo com ele, as pessoas confundem os papéis da Vigilância
Sanitária. Quem deve fiscalizar periodicamente as indústrias
leiteiras do país é o Ministério da Agricultura,
mas quando o produto já está no mercado, a responsabilidade
é da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
que, em casos de suspeitas de irregularidade, recolhe amostras para
análise. Na cidade do aço quem faz esse papel é
a Vigilância Sanitária, com base em comunicados oficiais.
“Mas aqui raramente esperamos pelo comunicado da Anvisa. Depois
de uma denúncia, no mês passado, por exemplo, recolhemos
um lote de um leite. Mas, a suspeita era outra, não era fraude.
O lote inteiro estava com aspecto de azedo mesmo. Mandamos para o Instituto
Noel Nutels uma amostra para análise e ficou comprovada a presença
de uma substância que estava causando isso no leite. De posse
do resultado, a empresa foi notificada e autuada”, explicou Amaro.
Para ele, no entanto, o que aconteceu em Minas Gerais foi um caso isolado.
“Não é por causa de meia dúzia que todos
devem levar a culpa. Essas pessoas agiram de má fé. São
uns malucos. Quando é que poderia se imaginar que alguém
colocaria soda cáustica e água oxigenada para fazer render
o leite? Nunca”, enfatizou Amaro, lembrando que a melhor solução
é comprar leite produzido na nossa região. “Temos
ótimas marcas no mercado e que podem ser consumidas sem susto
e se ao abrir uma embalagem estiver com coloração diferente
ou cheiro estranho basta acionar a Vigilância Sanitária,
que recolhemos o produto na hora”, garantiu Amaro.
Os lotes contaminados não vieram para cá, mas não
custa nada ficar atento. Na hora de comprar, se o consumidor der de
frente com as marcas Parmalat, Centenário ou Calu é bom
verificar os lotes. Da Parmalat, as caixinhas impróprias para
o consumo são LCZL-062 e LCZL01. Da marca Calu, os lotes são
4G,4K e 4W e da Centenários, fuja dos lotes 1 e 2, todos de fabricação
de 25 e 28 de julho. Quem achar alguma coisa errada e quiser denunciar
pode entrar em contato com a Vigilância Sanitária de Volta
Redonda. Basta ligar para o número (24) 3339-9561.
Mais
cautelosos
Estima-se hoje que em cada 10 mesas brasileiras, o leite esteja diariamente
em 7 delas. Para se ter uma idéia, segundo dados da Confederação
de Agricultura e Pecuária no Brasil, o País é hoje
o quinto maior produtor de leite, considerados os principais países
e blocos econômicos, o que corresponde a 5% da produção
mundial. Em relação ao Mercosul, a produção
nacional representa 65% do total de leite do bloco econômico.
Principal fonte de cálcio e fósforo, o leite – juntamente
com seus derivados, é hoje indispensável na dieta da população.
A educadora Física Maria Alina Gusmão, 25, é uma
das pessoas que não dispensam o produto, mas que depois das últimas
notícias tem redobrado o cuidado na hora das compras.
“Não posso deixar de comprar leite por causa da minha filha
que tem 8 anos. Além disso, o leite é uma importante fonte
de cálcio e não deve ser dispensado da dieta de toda a
família, principalmente, das crianças e dos idosos”,
disse Maria Alina. Outro que também tem prestado atenção
na hora de comprar o produto é Adler Luiz Andrade, 37 anos. “Não
tenho filhos, mas temos sobrinhos então temos tomado muito mais
cuidados. Antigamente, olhávamos somente a validade, hoje olhamos
tudo. Os produzidos em Minas Gerais estão fora”, enfatizou
Adler.
Sem sustos
Depois de sair da teta da vaca o leite percorre por muitos caminhos.
São várias etapas até chegar até à
caixinha longa vida que estamos acostumados a comprar nos supermercados.
Para não errar, a melhor opção é escolher
produtos de marcas conhecidas. O presidente da cooperativa de leite
de Barra Mansa, Cláudio Meireles, afirma que a população
pode beber o leite produzido na região sem susto. “Nós
exigimos do produtor rural um rigoroso padrão de qualidade. Além
disso, nós temos um processo de beneficiamento do leite todo
computadorizado. Com total higiene, que é para evitar contaminação”,
finalizou Cláudio.
A
culpa é sua
COMPORTAMENTO:
CEG diz que clientes também são responsáveis por
acidentes

Acidente no Aterrado, em maio, deixou
uma pessoa ferida
Nos últimos meses diversos casos de acidentes relacionados a
gás natural ocuparam espaço nos jornais do estado do Rio.
Alguns, trágicos, como o da morte de duas meninas, de 6 e 12
anos, em agosto, no banheiro de um apart-hotel no Rio de Janeiro: elas
morreram asfixiadas devido a um vazamento de gás. Em maio, na
cidade do aço, a explosão de um tubo que a Companhia Estadual
de Gás (CEG) instalava na avenida Paulo de Frontin, no Aterrado,
atingiu a dona de casa Maria das Dores Vidal.
Embora na época a CEG tenha batido pé, afirmando que o
que passava pela tubulação do Aterrado era apenas ar comprimido
e não gás, as pessoas que trabalham no local continuam
jurando que o cheiro de gás era tão forte que provocava
mal-estar. Fosse o que fosse, uma das tubulações se rompeu
e jogou pelos ares parte da calçada, danificando os carros estacionados
próximo ao local e ferindo Maria das Dores Vidal, que sofreu
cortes na cabeça e no pé, tendo sido internada no Hospital
São João Batista.
Responsável pela distribuição de gás natural
no estado do Rio, a CEG apresentou na segunda, 29, diversos motivos
para se isentar da culpa no caso dos últimos acidentes envolvendo
vazamento do produto. E resolveu jogar a responsabilidade pelos acidentes
nas costas do consumidor. É que durante audiência, realizada
pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, que contou
com a presença de parentes de vítimas de acidente, o diretor-presidente
da empresa, Bruno Armbrust, disse que embora a CEG busque constantemente
prestar um serviço de melhor qualidade, cabe também aos
consumidores a responsabilidade de evitar acidentes.
“Embora a busca por uma maior qualidade seja constante, temos
que lembrar que o consumidor também é responsável
pela manutenção de sua segurança e, exatamente
por isso, fazemos inúmeras campanhas em jornais, rádios
e televisão", afirmou Bruno. Se a posição
da CEG for a mesma para todos os acidentes em que está envolvida
, a dona Maria das Dores Vidal, de Volta Redonda, atingida no acidente
do Aterrado, torna-se culpada pela própria dor : estava no lugar
errado e na hora errada.
Projeto de lei
Durante a audiência do dia 29, foi discutido na Alerj o projeto
de lei n.º 726/06, de autoria do deputado Alessandro Molon (PT),
que propõe a vistoria anual dos equipamentos e instalações
de gás pela concessionária. A regulamentação
prevista no projeto cria uma inspeção preventiva e poderá
apontar, num acidente futuro, um responsável pelo incidente.
O projeto foi bem aceito até mesmo pela CEG, mas, segundo Siqueira
Castro, advogado da companhia, a forma de custeio das vistorias que
a concessionária teria que realizar anualmente deveria ser melhor
discutida .
"Após um contrato de concessão, não se pode
onerar a empresa com um gasto que, a princípio, ela não
teria", ressalvou Siqueira Castro. Já o promotor de Justiça
do Núcleo de Defesa do Consumidor do Ministério Público
Estadual, Rodrigo Terra, afirmou que a proposta apenas busca regulamentar
algo que é dever da concessionária. "A empresa não
pode gerar um serviço que produza risco. O projeto não
propõe um ônus, mas sim a adequada prestação
dos serviços", explicou.
O deputado Alessandro Molon afirmou que lutará pela aprovação
de um projeto que não acarrete despesas para o estado nem para
os consumidores. "Embora cada um tenha sua visão sobre essas
questões, considero a CEG responsável também pela
inspeção, mesmo após sua instalação.
O serviço deve ser prestado com segurança e isso é
um direito do cliente", afirmou o parlamentar. Ele tá mais
que certo.
Alô. Alô...
TELEFONIA:
Claro deve indenizar 21 mil clientes por bloquear celulares
A Claro, uma das empresas de telefonia celular, foi condenada a indenizar
21 mil clientes por danos morais e materiais. Em setembro de 2006, quando
a empresa trocou o sistema TDMA pelo GSM, os aparelhos foram bloqueados
e os usuários não podiam fazer ligações.
A decisão é da juíza da 4ª Vara Empresarial
do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Fernanda Galizza do
Amaral.
A
Ação Civil Pública foi movida pela Comissão
de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj).
"A real intenção da Claro foi forçar seus
clientes a trocarem de tecnologia TDMA por GSM, condicionando a migração
não-onerosa somente se tivesse à disposição
nas lojas aparelhos similares, o que quase nunca aconteceu", afirma
a presidente da Comissão, deputada Cidinha Campos (PDT), que
garante que a operadora também agiu arbitrariamente ao vincular
a mudança de aparelho a um contrato de 15 meses, o que considerou
totalmente ilegal.
De
acordo com a ação, a Claro obrigou seus clientes a digitar
um código de segurança enviado por ela, via carta, sendo
necessário revalidá-lo a cada oito horas. Após
comunicar o bloqueio das linhas e fornecer o tal código, a operadora
sugeriu a troca da linha TDMA pela GSM. Para a Alerj, o acesso aos serviços
previamente contratados foram dificultados. Além disso, não
poderiam ser alterados sem a concordância do cliente.
Na
ação, a Comissão pediu a proibição
de a Claro voltar a fazer novos bloqueios de linhas, a suspensão
das ofertas que visem à troca de tecnologia que gerem custos
adicionais aos clientes, vinculando-os a contratos de longo prazo, e
a indenização aos consumidores da forma mais ampla possível.
Segundo a deputada Cidinha Campos, o Código de Defesa do Consumidor
diz, em seu artigo 95, que a migração de tecnologia por
questões de segurança tem de ser feita sem ônus
aos consumidores.
Atenção básica
Saúde:
Estado fará censo das equipes de saúde da família
A Superintendência de Atenção Básica e Gestão
do Cuidado vai promover, de 5 de novembro a 14 de dezembro, uma espécie
de censo das equipes de saúde da família no estado. Nesse
período, serão visitadas as 1.411 equipes dos 92 municípios,
numa parceria com o Ministério da Saúde. O objetivo é
monitorar e avaliar o trabalho dessas unidades, para elaborar um panorama
atualizado do programa Estratégia Saúde da Família
(ESF) no Rio de Janeiro. O censo deve mobilizar cerca de 100 técnicos,
que analisarão infra-estrutura, recursos humanos e processo de
trabalho das equipes. A análise dos dados subsidiará os
programas de atenção básica nos municípios.
“É um marco zero, muito importante. A parceria envolve
as três esferas do governo, o que reforça o entendimento
de que, para se ter um sistema de saúde que responda às
necessidades da população, deve-se priorizar a atenção
básica”, enfatizou a superintendente de Atenção
Básica, Adriana Coser.
Também na segunda, 5, será realizada em Volta Redonda
a primeira reunião da Câmara Técnica da Atenção
Básica do Médio Paraíba, para discutir a co-gestão
da atenção básica. Participarão do evento
gestores e representantes da Secretaria de Estado de Saúde e
Defesa Civil (Sesdec), do Consórcio Intermunicipal de Saúde
do Médio Paraíba (Cismepa) e do Centro Universitário
de Volta Redonda (UniFOA).
Na terça, 6, ocorrerá o I Encontro da Região Médio
Paraíba, com o tema Desafios da Integração Ensino-Serviço-Gestão.
O evento contará com a presença de instituições
formadoras, profissionais e gestores de saúde dos 12 municípios
do Médio Paraíba. Na ocasião, Adriana Coser falará,
às 9h30m, sobre a atenção básica no Estado
do Rio de Janeiro.
Governo lança Programa Bolsa-Atleta
O governador Sérgio Cabral e o secretário de Turismo,
Esporte e Lazer, Eduardo Paes, assinam na terça, 6, o decreto
de criação do Programa Bolsa-Atleta, que será implantado
pela Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro-
Suderj. O programa tem por objetivo possibilitar o desenvolvimento do
esporte olímpico de formação, mediante a concessão
de bolsas a atletas, atletas portadores de necessidades especiais e
potenciais atletas, pré-selecionados, oferecendo-lhes melhores
condições para que possam se dedicar ao treinamento permanente
e a competições esportivas.
A implementação e acompanhamento do Programa Bolsa-Atleta,
inclusive a avaliação técnica dos interessados
na obtenção de bolsas, ficarão a cargo de um Conselho
Técnico composto por cinco professores de Educação
Física integrantes do quadro de pessoal da SUDERJ, indicados
pelo Vice-Presidente Executivo de Esporte e designados por Portaria
do Presidente da autarquia.
A seleção final dos beneficiários será feita
pelo Conselho Estadual de Desportos. Os atletas contemplados devem receber
as primeiras bolsas na segunda quinzena de dezembro. Serão concedidas
165 bolsas anuais, divididas em cinco categorias:
Piso
do estado terá aumento de até 13,8%
Por
Priscila Keller
O
secretário de Trabalho e Renda, Alcebíades Sabino, na
função de presidente do Conselho Estadual de Emprego,
se reuniu, nesta quarta-feira, com representantes das bancadas dos trabalhadores
e empresários para definir o novo piso salarial do estado, na
Associação Comercial do Rio. Ainda não acordado,
o aumento deve ser fixado entre 9,2% e 13,8%. Uma reunião extraordinária
foi marcada para a próxima quinta-feira, às 14h, para
concluir o piso que passará a vigorar a partir de janeiro de
2008. A medida beneficiará 1,658 milhão de trabalhadores.
- Nossa expectativa é atingirmos um acordo diferente dos anos
anteriores, implantando uma política permanente, que dê
previsão dos pisos dos próximos quatro anos. Através
do Observatório de Emprego fizemos simulações com
diferentes índices, mas vamos aguardar o consenso das bancadas.
Realizamos um estudo somatório da elevação de 4,5%
do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) com
4,7% do PIB nacional (Produto Interno Bruto), mais um percentual de
recuperação de perdas salariais e ganho real – explicou
Sabino.
Segundo o secretário, há proposta de incluir os frentistas
e lubrificadores nas faixas salariais e criar pisos para professores
e técnicos de nível médio, além de profissionais
de nível superior, porém só serão beneficiados
trabalhadores registrados. Outra medida em discussão é
a transferência da categoria de agricultores da faixa um para
a dois, equivalente hoje a R$404,02 e R$424,88 sucessivamente.
- A agricultura do estado se recuperou e isto justifica que esses trabalhadores
sejam recompensados. Isso é uma garantia que os profissionais
não recebam menos que o piso e o governo é a mediação
entre as bancadas. Visamos um resultado que seja bom para a população
e que traga novos investimentos para o estado, elevando nossa economia
– afirmou Sabino, acrescentando que um possível acordo
entre sindicato e empresa poderá sobrepor o piso.
A comissão encaminhará, na próxima quinta-feira,
a proposta final ao governador Sérgio Cabral, que a enviará
para votação na Alerj (Assembléia Legislativa do
Estado do Rio) e, em seguida, deverá ser sancionada por Cabral.
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