Novo em folha
Fórum de Volta Redonda terá nova sede

Por mais que os juízes insistam que a Justiça já não tarda tanto, em Volta Redonda quem precisa do judiciário continua tendo a impressão que ela é lenta e anda a passos de tartaruga. Mas antes que se atribua à culpa a uma possível má vontade dos servidores da Justiça, os magistrados dizem que essa lentidão deve-se em grande parte à falta de infra-estrutura dos Fóruns da cidade do aço, localizados no Aterrado e na Voldac. Pouco espaço, instalações velhas, falta de acesso para deficientes físicos e equipamentos ultrapassados. Problemas que podem estar muito próximos de serem resolvidos. É que na segunda, 21, serão iniciadas as obras de construção da nova sede do Fórum.
Bem mais amplo que os espaços atuais, o novo prédio – todo climatizado – terá cinco andares em dez mil metros de área construída e ficará localizado na Avenida Nestor Perlingeiro, no Aterrado. O terreno – cedido pela prefeitura – também vai abrigar o novo campus da UFF (Universidade Federal Fluminense), além da sede dos Ministérios Público Estadual e Federal. “Há muito tempo que o público e também os funcionários clamavam por um local adequado”, disse Gotardo, prefeito da cidade do aço, durante a solenidade de assinatura do alvará de início das obras. Um fato incomum até então.
Para o diretor do Fórum de Volta Redonda, o juiz Luiz Eduardo Cavalcanti Canabarro, com a obra a população vai poder se orgulhar do Poder Judiciário no município. “Estamos construindo um Fórum mais humano, à altura da população e também de Volta Redonda. Teremos mais espaço, estaremos mais modernizados e poderemos dar um atendimento mais ágil e com maior qualidade para a população”, afirmou, lembrando que essa é uma reivindicação antiga dos juízes e advogados que agora será realidade.

Concentração
O Fórum de Volta Redonda tem hoje cerca de 200 mil processos judiciais, sendo que desse total 150 mil estão no cartório de Dívida Ativa. Com a construção da nova sede, as quinze varas – seis cíveis, três de família, três criminais, uma da Infância e Juventude, além do cartório de Dívida Ativa – existentes na cidade irão funcionar em um mesmo local. “Hoje, os serviços do Judiciário estão divididos em três lugares distintos, o que atrapalha um pouco nosso trabalho”, afirmou Canabarro.
A Defensoria Pública também vai ter espaço reservado na nova casa do Judiciário. “O Tribunal de Justiça tem essa preocupação de andar de mãos dadas, investindo na Defensoria”, disse o diretor de obras do TJ – RJ, Alexandre Franco Viana. Com isso, os três prédios que ficarão vagos – e que pertencem ao Tribunal de Justiça – serão repassados ao governo municipal. “Temos algumas sedes de secretarias que são alugadas e elas provavelmente serão transferidas para esses locais cedidos pela justiça”, comemorou o prefeito Gotardo.

Empregos
Mas não é só isso. Além de humanizar e modernizar as atividades judiciais, a construção do novo Fórum vai beneficiar Volta Redonda também com a geração de empregos. De acordo com o representante da empresa que venceu a licitação e será responsável pela obra, José Carlos Roiseman, no pico de construção, serão gerados 230 empregos. “O prefeito nos pediu que a mão-de-obra fosse toda da cidade e nós acatamos a esse pedido”, salientou, comentando que o valor da obra será de R$ 17,5 milhões e deverá estar concluída em um ano.

Pelos obesos
Alimentação diferenciada já é lei em Volta Redonda

O prefeito Gotardo bem que tentou, mas foi voto vencido e a Câmara de Volta Redonda acabou transformando em lei o projeto de autoria do vereador Francisco Chaves (PSC) que torna obrigatório o fornecimento de alimentação adequada e diferenciada aos alunos obesos ou diabéticos matriculados nas escolas da rede municipal. A Lei 4.162, que tinha sido vetada por Gotardo, acabou promulgada pelo presidente da Câmara, vereador Washington Granato.
O artigo primeiro da nova lei municipal é claro: “As escolas da rede pública municipal fornecerão alimentação adequada e diferenciada aos alunos obesos ou diabéticos, devidamente acompanhada de orientação médica”. O parágrafo único determina a supervisão do preparo e uso da alimentação por um médico nutricionista. Para que possam se habilitar aos benefícios da lei, os alunos deverão comprovar a condição de obeso ou diabético, por meio de atestado médico.
O autor do projeto, agora transformado em lei, afirmou que a medida tem por finalidade proteger os alunos da rede municipal que apresentem problemas de obesidade ou diabetes, garantindo-lhes uma alimentação adequada. “As crianças passam mais tempo nas escolas, onde recebem toda a atenção que teriam em suas casas, inclusive a alimentação. Cabe, então, aos responsáveis por elas, quando fora de casa, todo cuidado na sua manutenção” justifica-se o vereador Francisco Chaves, pré-candidato a deputado estadual pelo PSC.

Ligue 141
Volta Redonda tem um suicida a cada 18 mil habitantes


CVV quer evitar casos como o ocorrido em 1997 numa ponte no Aterrado

Um jovem gaúcho de 16 anos era apenas mais um adolescente, entre tantos outros, que costumava passar horas na internet conversando com amigos virtuais, até que na semana passada decidiu acabar com a própria vida. Suicidou-se e sua morte foi acompanhada por internautas do mundo inteiro que participam de grupos de discussões sobre auto-extermínio. Pior. Pode ter sido induzida por um bombeiro americano, que teria indicado ao adolescente brasileiro qual seria o melhor método para se matar.
Parece até um filme de ação, mas não é, tanto que o caso está sendo investigado de verdade pela Polícia Federal junto com a Interpol (Polícia Internacional) e, sobretudo, tem chamado a atenção para os números de suicídios. Uma violência que cresce sem alardes – afinal não costuma ganhar as manchetes dos jornais e muitas vezes acaba sendo escondida pela família. Para se ter uma idéia, em Volta Redonda, só no ano passado, foram registrados 14 suicídios, o que dá uma média de um suicida a cada 18 mil habitantes.
De acordo com dados da Funerária Municipal, de 1995 a 2005, foram 79 mortes por suicídio. Este ano, por exemplo, já foram registrados dois casos. Embora assustadores, os números podem estar longe de representar a realidade. De acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), vergonha, motivos religiosos e necessidade de receber pagamentos de seguros de vida fazem com que as famílias camuflem informações, distorcendo as estatísticas.
“O problema do suicídio existe, está latente e oculto na sociedade”, alerta a coordenadora de divulgação do CVV-Volta Redonda, Zenaide Rocha, lembrando que no país a média oficial é de que cinco em cada cem mil brasileiros, com idade entre 15 e 24 anos, cometem o suicídio. “Os casos mais comuns são entre adolescentes e também entre idosos”, observa Zenaide, lembrando que para prevenir os suicídios o Ministério da Saúde lançou essa semana o Plano Nacional de Prevenção do Suicídio no Brasil.
Para a coordenadora do CVV, a iniciativa do Ministério da Saúde vai ao encontro do trabalho que a entidade presta há 44 anos no país agindo na prevenção do auto-extermínio por meio de atendimento gratuito por telefone. “Este é o reconhecimento do nosso trabalho, que é de utilidade pública. E é importante a gente se ater nesse assunto que afeta a população num todo”, registra Zenaide, informando que este ano, quando a entidade comemora cinco anos de serviços na cidade do aço, graças à divulgação do número do CVV, o número de ligações aumentou em 50%. “Hoje recebemos por mês cerca de 300 ligações/mês”, contabiliza.
Isso, entretanto, ressalta Zenaide, não quer dizer que as pessoas estão mais suscetíveis ao suicídio. Na verdade, elas apenas estão tendo a oportunidade de falar de suas aflições, o que muitas vezes não é possível fazer com os familiares e pessoas mais próximas. “Sempre houve pessoas lutando contra as dificuldades emocionais, doença, desemprego, sexualidade, solidão, problemas com drogas sem ter alguém ao lado dela que a ouça com acolhimento, aceitação e sem preconceito”, observa a voluntária do CVV.
E essa desatenção com quem está ao redor ocorre, na visão de Zenaide, devido ao corre-corre e ao estresse diário, o que impede perceber os sinais de que alguém está precisando de ajuda. “Até cometer o auto-extermínio, a pessoa sofre por um ou dois anos e emite sinais pedindo socorro. Nem sempre quem está próximo consegue perceber. Por isso, é que tem que se levar em consideração quando alguém diz que é capaz de fazer uma besteira. É um sinal. Um pedido de socorro”, comenta Zenaide, confirmando que durante a noite e os períodos de festas, como o Natal e a Páscoa, são quando as pessoas procuram mais ajuda.
“São épocas em que as pessoas se voltam mais para seus problemas e algumas estão muito isoladas. Precisam de alguém para falar deles e muitos acabam buscando no CVV alguém com quem eles possam falar e exteriorizar suas aflições”, diz a coordenadora da entidade, que foi reconhecida pelo Ministério da Saúde como a forma mais eficaz para a diminuição do suicídio. “Todos nós temos momentos de vulnerabilidade. O que fazemos é mostrar sempre que há outras alternativas para resolver os problemas, que não seja o suicídio”, frisa.

Por telefone
Há 44 anos no Brasil, o programa de prevenção ao suicídio no Centro de Valorização da Vida realizou cerca de 10 bilhões de atendimentos, a maioria por telefone. O que tornou o CVV – uma instituição sem fins lucrativos – o sexto serviço telefônico mais procurado do país. “A cada 33 segundos uma pessoa liga para um posto CVV”, acrescenta Zenaide, informando que hoje existem no Brasil 59 postos de atendimento com 2,8 mil voluntários. “Agora, a nossa meta é duplicar o número de postos e de voluntários, o que possibilitará a maior disponibilidade de atendimento a estas pessoas”, avisa.
Já na cidade do aço, a entidade está comemorando este mês cinco anos de serviços prestados à comunidade. São 31 voluntários que dedicam quatro horas e meia por semana à entidade e se revezam no atendimento as pessoas das mais variadas faixas etárias e angústias. “São adolescentes, idosos, adultos e até crianças que ligam para falar de suas aflições. E tudo o que se diz ali fica em sigilo. É como se fosse um confessionário. A pessoa tem esse direito assegurado e garantido”, afirma.

Cinco anos
Para comemorar os cinco anos do CVV em Volta Redonda, a entidade está organizando um Encontro de Valorização da Vida (EVV), nos dias 23, 24 e 25 de agosto. Veja a programação completa na página 8 do caderno TudoaQui. “É um evento aberto à comunidade com o objetivo de transmitir conhecimentos que melhorem a vida das pessoas”, explica Zenaide. Ah, o mais importante é não esquecer os telefones do CVV. Em casos de angústia e aflição, ligue 141 ou 3343-7666.

Expansão
Empresas vão gerar cerca de dois mil empregos na cidade do aço

O sonho dos volta-redondenses desempregados de ter a oportunidade de trabalhar e sustentar a família sem sair da cidade, do Estado ou até do país, pode estar próximo de se realizar. É que o prefeito Gotardo lançou ontem, sexta, 18, a pedra fundamental das obras de instalação de quatro empresas que devem integrar o Centro de Distribuição, localizado às margens da Rodovia dos Metalúrgicos. Juntas, essas empresas – Expresso Veramar, Thalis, TransTratek e Moraes Lopes Engenharia – prometem, segundo o prefeito, gerar cerca de dois mil empregos entre diretos e indiretos para a cidade do aço.
“Esse é o fruto do nosso trabalho dentro do processo de geração de emprego e renda para nossa população”, comemorou Gotardo, informando ainda que empregar mão-de-obra do município foi a única exigência feita por ele aos empresários. “Cedemos o espaço físico em troca de geração e manutenção de empregos”, afirmou, comentando também que o seu governo está buscando outras vertentes para ampliar o pólo de geração de empregos. “Como não temos condições de ter outra CSN na cidade, estamos investindo no comércio e na prestação de serviços”, informou.
Fazendo um ar de mistério, Gotardo deixou escapar que em breve fará o anúncio de outras duas empresas que virão se instalar em Volta Redonda. Uma delas, diz, irá se instalar no bairro Retiro. A outra, segundo ele, vai ocupar um terreno de 28 mil metros quadrados em Três Poços. “Os nomes só serão divulgados quando o negócio estiver concretizado. Porque senão vem outro e papa”, brincou.
O terreno localizado às margens da Rodovia dos Metalúrgicos, cedido pela prefeitura – concessão de uso – às empresas que fazem parte do Centro de Distribuição, conta com 32 mil metros quadrados. Ficará nas mãos dos empresários por pelo menos 20 anos. “Esse prazo pode ser renovado”, acrescentou Gotardo.

Filha única
A empresa Moraes Lopes Engenharia – a última empresa a ter o nome divulgado como integrante do Centro de Distribuição – atua no ramo de fabricação e montagem de estruturas metálicas. É, por sinal, a única volta-redondense. Foi criada há 22 anos pelo empresário Mário Alberto Moraes de Almeida e funciona na Rua Roterdã, na Ponte Alta. “Há muito tempo existe o namoro entre a minha empresa e o governo municipal, desde a época do Neto, para que eu pudesse aumentar meus negócios. Fico feliz de poder concretizar esse desejo”, comemorou Mário Alberto, comentando ainda que problemas com a vizinhança impediam que ele aumentasse a produção. “Não podíamos trabalhar até mais tarde por causa das reclamações”, revelou.
Velha conhecida da prefeitura, a Moraes Lopes já prestou serviços para o governo municipal, sendo responsável entre outras pela construção do Ginásio Municipal e do Estádio Raulino de Oliveira. Além da cobertura das quadras dos bairros Açude e Padre Josimo e da Rodoviária. “Também realizamos trabalhos em Barra Mansa, no Rio e em Niterói”, completou, dizendo ainda que a obra de cobertura da quadra de um ginásio no bairro Três Poços – que desmoronou – não foi da sua empresa. “Nosso trabalho é sério”, registrou.
O investimento da Moraes Lopes será da ordem de R$ 600 mil. E o dono da empresa garante que vai gerar 200 empregos diretos e indiretos nas obras de construção do seu próprio galpão. “Atualmente empregamos 40 funcionários na Ponte Alta. Depois de pronta, a nova unidade deve manter os 200 empregados”, prometeu.
Espera-se apenas que os quatro novos empresários não façam o mesmo que a NKS, FarmaService e Shop Time que tiveram suas vindas anunciadas pelo chefe do Executivo de Volta Redonda, e no entanto tudo não passou de promessas.

Caolho
Espiões eletrônicos instalados na Vila não conseguem impedir ação de criminosos


Câmera da Rua 33 não está funcionando

A Vila Santa Cecília sempre foi o coração de Volta Redonda. Em termos empresariais, detém o metro quadro mais valorizado da região. E culturalmente também é ponto de encontro dos jovens volta-redondenses. Atrai gente de tudo quanto é lugar. Por isso, é comum encontrar adolescentes, muitos deles menores de idade, bebendo, fumando, fazendo algazarras, inocentes ou não, pelas ruas e bares, debaixo de muito funk e rock pauleira. Para piorar a vida de quem mora por ali, a Vila anda se transformando em campo de guerra, com atos de vandalismo e de violência. São delitos que vão desde roubo de bolsas até assassinatos.
O último deles aconteceu na sexta, 12, com o assassinato do motoboy Deivison Duarte de Alcântara, 18 anos, morto a tiros na Rua 12, em frente ao Sider Shopping quando retornava de um show no Memorial Getúlio Vargas. Foi o segundo crime no bairro em menos de três meses. Em maio, por exemplo, o estudante Laerte José dos Santos Júnior, de 17 anos, também foi morto na Rua 12, em frente ao mesmo shopping, com um tiro no peito, quando voltava de um show gospel realizado no Memorial Getúlio Vargas.
E nem os religiosos ou as beatas escapam da mira dos bandidos. Exemplo disso, é que há duas semanas, um frade franciscano foi assaltado na Rua 31 quando voltava para casa após celebrar uma missa na Igreja Santa Cecília. Os bandidos levaram dinheiro e cartões bancários. Da beata, assaltada quando rezava na gruta localizada atrás da igreja, os ladrões também levaram dinheiro. E ninguém fez nada até hoje, lembra ela, pedindo para não ser identificada, para coibir a ação de tarados nas proximidades da Igreja Santa Cecília.
Pelo que parece nem a presença das cinco câmeras – utilizadas para manter a segurança e monitorar o trânsito – localizadas em várias ruas da Vila têm coibido tais delitos. Talvez o problema seja porque nenhum desses espiões fica nos locais de maior incidência criminal ou por que estão com defeito. “Na Vila a única câmera que atualmente não está funcionando é a que fica na Rua 33”, justificou o inspetor da guarda municipal, Silvano. “As outras câmeras que ficam na rotatória da Praça Brasil, na Rua 16, na BR-393 (próxima à passagem superior da CSN) e no viaduto próximo a agência dos Correios estão em funcionando normalmente”, completou.
Tentando acalmar os ânimos, vira e mexe as autoridades anunciam a instalação de novas câmeras ‘em pontos estratégicos’ da cidade do aço. Segundo o inspetor Silvano, seis novos espiões até já foram instalados. Detalhe: nenhum deles na Vila. “As câmeras de vídeo foram colocadas no Santo Agostinho, no Viaduto Francisco Alimo, no Mini Estádio, na Rua 207, na Beira Rio e no bairro Ponte Alta. A prefeitura está testando a tecnologia via rádio”, informou, comentando que em breve outras câmeras serão instaladas. Quem sabe na Vila, diriam.

Índices X Espiões eletrônicos
Atualmente, a cidade do aço conta com o apoio de 26 câmeras de vídeo, os espiões eletrônicos, espalhadas em pontos estratégicos. Elas captam qualquer movimento num raio de até um quilômetro e ângulo de 360 graus. A função é manter a segurança e monitorar o trânsito. No entanto, todo esse aparato eletrônico que pode dar maior mobilidade ou servir de prova para Polícia - como no caso do construtor civil Mauro César da Silva, jogado de um viaduto em 2001 - não parece estar dando resultado. É que de janeiro a julho já foram registrados 51 homicídios.
Número considerado elevado pelo delegado da 93ª DP, Cley Catão. “São índices altos, porque o homicídio é um crime violento contra o nosso bem supremo, que é a vida. Então qualquer nível é considerado alto. Não podemos tolerar”, comentou o delegado. Para ele, as câmeras são indiscutivelmente um instrumento auxiliador e preventivo contra a violência. “As câmeras inibem certos comportamentos e ações. No entanto, o número de câmeras na cidade ainda é muito pequeno”, registrou.
Ainda de acordo com o delegado, muito além das câmeras está a união do ser humano contra a impunidade e o crime. “As câmeras não estão em todos os locais, mas o ser humano também pode colaborar com a polícia denunciando. Porque quando vamos perguntar ninguém nunca viu nada”, apelou, finalizando que se não houver sensibilização, os suspeitos ou até os criminosos vão ficar livres.

Outro lado
Embora sem mostrar dados concretos, o secretário de Administração, Carlos Macedo, garante que houve diminuição nos índices de criminalidade em Volta Redonda. “Não sei te dizer quanto, mas sei que os números caíram”, concluiu, lembrando que a queda se deve em grande parte, acredita, às câmeras de vídeo que funcionam 24 horas por dia. “Esses são equipamentos sensíveis, que precisam de constante manutenção. Mas quando há defeito procuramos resolvê-los imediatamente”, contou, mostrando um armário cheio de peças de reposição. “Em caso de defeito. A reposição é imediata”, disse.
De acordo com Macedo, os maiores inimigos das câmeras são os caminhões com carga alta. “Esses veículos passam nas ruas e arrebentam os fios de fibra ótica que conectam as câmeras. Com isso, elas param de funcionar”, comentou, acrescentando que em decorrência da quebra de fios, a prefeitura está testando a tecnologia de câmeras de vídeo monitoradas via rádio. “A tecnologia que demonstrar melhor custo/benefício será utilizada pelo governo”, afirmou.
Tem mais. Para a alegria dos comerciantes e tristeza dos bandidos, o secretário informou que mais 12 novas câmeras serão instaladas em breve. “Quando decidirmos qual tecnologia usar, abriremos o processo de licitação”, afirmou, comentando ainda que o investimento para essa aquisição será de R$ 600 mil. “As câmeras serão colocadas nos grandes centros comerciais”, informou. Os moradores e freqüentadores da Vila Santa Cecília agradecem.

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