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geral
Ministério
Público Federal move ação contra todos os envolvidos
na construção da Rodovia do Contorno
O
Ministério Público Federal (MPF) moveu ação
civil pública com pedido de liminar contra o Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), a Construtora Queiroz Galvão
S.A. e a prefeitura de Volta Redonda. O objeto da ação
é a construção, ainda em curso, de trecho da BR-393,
conhecido como Rodovia do Contorno. O licenciamento ambiental do empreendimento
não foi precedido de estudo impacto ambiental (EIA/RIMA) e nem
de anuência do IBAMA - necessária em razão da sua
localização na zona de amortecimento da Área de
Relevante Interesse Ecológico (ARIE) federal da Cicuta, nos termos
da resolução Conama 13/90.
Também figuram como réus na ação o Ibama
e a Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente),
pela ineficiência na fiscalização do cumprimento
das licenças ambientais. Segundo os procuradores da República,
Bruno Costa Magalhães e Gustavo Torres Soares, diversos danos
ambientais já foram causados desde o início das obras,
que atualmente estão paralisadas. Além disso, há
graves falhas de engenharia na obra, colocando em risco o tráfego
de veículos e os moradores do conjunto habitacional Vila Rica.
A ação tramitará na 3ª Vara Federal de Volta
Redonda.
Na liminar, o MPF pede que os réus providenciem o cercamento
do aterro de resíduos industriais potencialmente perigosos, despejados
pela CSN, que se acumulam pela rodovia e pelo seu entorno; pede, ainda,
que os réus sinalizem e promovam a vigilância da área,
enquanto se concluem os estudos sobre o risco e o perigo dos resíduos
industriais ali depositados - objeto de Termo de Ajustamento de Conduta
(TAC) firmado pela CSN e o Estado do Rio de Janeiro. Ainda em caráter
liminar, o MPF requer a suspensão dos efeitos da Licença
de Instalação da Rodovia emitida pela Feema e um amplo
estudo de risco sobre o empreendimento e o transporte de cargas perigosas
no local.
No mérito da ação, o MPF pede que tanto o DNIT
como a Construtora Queiroz Galvão S.A. façam a reconstituição
do meio ambiente natural, que sofreu com o aterramento de nascentes
e a devastação da vegetação e cachoeiras
em área de preservação permanente. O DNIT, a construtora
e a prefeitura de Volta Redonda também terão que implementar
medidas compensatórias pelos danos ambientais considerados irreversíveis.
“A obra é importante para o município, já
que promove a ligação entre a BR-393 e a Rodovia Presidente
Dutra, evitando que os veículos transitem pela malha viária
urbana da cidade de Volta Redonda. No entanto, o DNIT e a Construtora
Queiroz Galvão S.A., com a omissão do Ibama e da Feema,
causaram uma série de danos ambientais que necessitam ser reparados"
- esclarece o procurador da República Bruno Costa Magalhães.
Contra
bancos e Planos de Saúde
A
Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Alerj foi à
Justiça para pedir pelos associados a planos de saúde
e pelas pessoas portadoras de deficiência (PPDs). Presidida pela
deputada Cidinha Campos (PDT), a comissão quer que a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reduza o reajuste de 8,89%,
autorizado em maio, para 4,63%, índice de inflação
registrado pelo IPCA nos últimos 12 meses. A comissão
quer, ainda, que o Banco Central do Brasil fiscalize a implantação
de caixas eletrônicos acessíveis às PPDs em nove
bancos do estado. As ações foram movidas na última
terça, 6, e publicadas no Diário Oficial do Legislativo
do dia seguinte.
Na ação contra a ANS e os planos de saúde, a comissão
propõe multa diária e a condenação da agência,
além de intimação ao Ministério Público
e da adaptação do reajuste aos índices da inflação
acumulada no último ano. Já no caso dos bancos, a ação
intima a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Bradesco,
o Itaú, o Bank Boston, o HSBC, o Banco Real ABN Amro, o Banco
Sudameris do Brasil e o Unibanco a disponibilizar caixas eletrônicos
que sejam acessíveis a pessoas portadoras de deficiência
física e demais usuários de cadeiras de rodas.
Vinculado à ação, a comissão expõe
o que encontrou sobre acessibilidade nos sites dos bancos e a dificuldade
de se obter informações a respeito nestes. Os sites da
Caixa Econômica e do Itaú, por exemplo, só são
acessíveis a deficientes visuais. Já o Banco do Brasil
informou, em mensagem eletrônica enviada à comissão,
que disponibiliza caixas eletrônicos acessíveis em algumas
agências do estado do Rio.De acordo com a comissão, porém,
os caixas acessíveis deveriam existir em todas as agências
de todos os bancos.
A comissão pretende, ainda, entrar com outra ação,
desta vez contra as lojas que vendem televisões de plasma que
seduzem o cliente apelando para uma melhor resolução de
imagem para ver os jogos da Copa do Mundo. De acordo com a comissão,
a abordagem é prejudicial ao comprador, uma vez que o consumidor
vai ter a mesma imagem que a recebida em uma televisão comum,
já que o sistema brasileiro de televisão ainda não
é digital.
Todos ao cinema
Produtora
de Cidade de Deus é da cidade do aço
A produtora volta-redondense Elisa Tolomelli e a diretora Malu De Martino
vão promover na próxima quarta, 14, às 19 horas,
no teatro Gacemms, o lançamento do filme ‘Mulheres do Brasil’,
que reúne cinco histórias de escritoras brasileiras, situadas
em diferentes regiões do Brasil. Elisa - que passou parte da
sua infância na Vila Santa Cecília, brincando no Jardim
dos Inocentes, quando ainda era inocente - também é a
produtora executiva dos filmes ‘Cidade de Deus’, ‘Central
do Brasil’ e ‘Lavoura Arcaica’. O elenco do filme
“Mulheres do Brasil” reúne grandes nomes do cinema
brasileiro, como Camila Pitanga, Dira Paes, Deborah Evelyn, Bete Coelho,
Carla Daniel, Roberta Rodrigues, Luana Carvalho, Tuca Andrada, Luciano
Szafir e Dalton Vigh.
Após a exibição de “Mulheres do Brasil”,
Elisa estará à disposição do público
para trocar idéias. O filme é um longa-metragem que mistura
ficção e documentário. Com 113 minutos de duração,
reúne cinco histórias ambientadas em diferentes regiões
do Brasil, de Maceió a Curitiba, passando por Bom Jesus da Lapa,
na Bahia, sem deixar de fora grandes metrópoles como Rio de Janeiro
e São Paulo. O filme constrói um painel com leituras possíveis
da alma feminina brasileira, através de histórias ora
sensuais, divertidas e delicadas, ora debochadas e cruéis. São
personagens de diferentes culturas e classes sociais, experiências
de vida singulares, vivendo momentos especiais em suas trajetórias.
Tempo de rupturas, descobertas, alegrias, tristezas, desvio de rotas
e recomeço. Mulheres comuns movidas pela eterna e inquietante
busca de seus desejos e sonhos.
Elisa Tolomelli é de Volta Redonda e tem formação
publicitária. Trabalha em cinema há mais de 15 anos e
durante esse período acumulou experiência em várias
etapas da produção cinematográfica: Roteiro, Direção,
Produção, Distribuição e Exibição.
Ganhou o Prêmio de Melhor Filme no Festival de Berlim (Urso de
Ouro) e uma indicação ao Oscar de Filme Estrangeiro com
o filme ‘Central do Brasil’. Cidade de Deus, uma de suas
últimas produções foi um dos nomeados para o Globo
de Ouro e para o prêmio BAFTA de melhor filme estrangeiro. Com
este filme, Elisa já ganhou mais de 52 prêmios internacionais
e ele chegou a ser indicado ao Oscar em quatro categorias: Melhor Diretor,
Fotografia, Montagem e Roteiro.
Malu De Martino formou-se em Comunicação, na Faculdade
Hélio Alonso, em 1979. Fez cursos, em 1984, de Cinema e Vídeo
em escolas norte-americanas (Global Village, New School, Downtown Community
Television Center, Young Filmakers, Vídeo Arts, Lighting for
Film and Vídeo e New School TV Academy). Ao regressar ao Brasil,
passou a dedicar-se à direção de vídeos
culturais, institucionais e documentários. Realizou duas dezenas
deles, a maior parte com temas e personagens ligados às Artes
Plásticas.
SERVIÇO – A pré-estréia do filme “Mulheres
do Brasil’ será no dia 14, quarta, às 19h, no Teatro
Gacemss. Após a exibição haverá bate-papo
com a produtora Elisa Tolomelli. Informações para agendamento
de colégios pelo telefone (24) 98212875.
Dezesseis
anos depois...
Concurso
público abre 638 vagas para a Fevre
Agora
é pra valer. Depois de 16 anos sem a realização
de um concurso público na Fevre (Fundação Educacional
de Volta Redonda), o prefeito Gotardo anunciou ontem, sexta, 9, a abertura
de 638 vagas para professores do Ensino Fundamental. No próximo
dia 20, segundo ele, o edital será publicado nos principais jornais
da região, com todas as informações necessárias
aos candidatos. O concurso, revela, vai possibilitar o ingresso dos
melhores profissionais na rede municipal de ensino. “Como é
um critério justo, teremos os melhores professores dando aula
para as nossas crianças. Isso para nós é motivo
de muito orgulho”, ressaltou Gotardo, que para apresentar o cronograma
dividiu os louros com toda a sua tropa de elite, incluindo a secretária
de Educação, Tetê Gonçalves, o seu irmão,
o deputado estadual Nelson Gonçalves e o deputado federal, Deley
de Oliveira.
O coordenador da Fevre, José Luís de Sá, atrasou-se
para a coletiva, mas chegou a tempo de contar que o concurso público
custará aos cofres públicos cerca de R$ 100 mil, que deverão
ser pagos com as inscrições, que variam entre R$ 35,00
e R$ 40,00 (todo cuidado é pouco, veja matéria abaixo).
“Estamos esperando que mais de R$ 5 mil pessoas participem desse
concurso, mas se não chegarmos a esse número não
tem problema porque esse valor já estava previsto no orçamento
municipal deste ano”, explicou José Luís, contando
que a empresa responsável pela elaboração das provas
será a Fundação Euclídes da Cunha, ligada
à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Os interessados em participar do concurso público devem ficar
atentos. É que entre os dias 26 de junho e 12 de julho, a prefeitura
estará recebendo as inscrições. Já as provas
serão aplicadas no dia 30 de julho, em local a ser definido.
No entanto, os aprovados só começarão a pegar no
batente em janeiro de 2007. “Tomamos essa decisão para
não atrapalhar o andamento do ano letivo. A entrada de um professor
no meio do ano poderia prejudicar os alunos, já que eles se acostumam
com os professores”, ressaltou Gotardo. A prefeitura vai abrir
vagas para docente I (5ª a 8ª séries); docente II (1ª
a 4ª séries); supervisor educacional; supervisor escolar
e orientador educacional.
Prejuízo
anunciado
Concurso
da Câmara atrai poucos candidatos e causa prejuízo aos
cofres públicos
Bem que o vereador
Granato acreditou que com a realização do concurso público
para preenchimento de 12 vagas na Câmara de Volta Redonda ele
estaria dando um cala-boca nos representantes do Movimento pela Ética
na Política (MEP), que sempre se bateram contra a nomeação
de pessoas para cargos comissionados no Poder Legislativo. Só
que o tiro saiu pela culatra. O atual presidente da Casa pode estar
dando motivos para novas críticas de Zezinho e sua turma. A polêmica
dessa vez deve ficar por conta dos R$ 96 mil que foram usados para contratar
a Fundação Escola de Serviço Público do
Estado do Rio de Janeiro (Fesp), empresa responsável pela organização
do concurso da Câmara.
Na prova realizada no domingo, 4, apenas 760 candidatos disputaram as
12 vagas disponíveis, sendo dez para agente legislativo (nível
médio), uma para agente contábil (nível técnico)
e uma para assessor jurídico (nível superior). Número
bem abaixo das expectativas dos organizadores do processo seletivo,
que esperavam cerca de 1.500 candidatos inscritos. O baixo interesse
dos candidatos pode significar um prejuízo na ordem de R$ 65
mil aos cofres do Legislativo municipal.
Conforme consta no Volta Redonda em Destaque do dia 20 de abril, a Câmara
contratou a Fesp pelo valor de R$ 96.592. Valor esse baseado na expectativa
de se atingir o número de 1.500 candidatos. Pois bem, do total
de 760 candidatos inscritos, 714 pessoas pagaram R$ 38,00 para concorrer
à vaga de agente legislativo, totalizando R$ 27.132. Outros 20
candidatos gastaram R$ R$ 78,00 para disputar o cargo de agente contábil,
totalizando R$ 1.560. Já para o cargo de assessor jurídico,
26 candidatos pagaram R$ 98,00, dando um total R$ 2.548. Somando-se
tudo, chega-se a apenas R$ 31 mil 240 reais, cabendo à Câmara
a obrigação de pagar a diferença – R$ 65.352
– para a Fesp realizar o concurso.
No entanto, Granato se defende argumentando que esse valor não
pode ser considerado prejuízo, pois a Câmara tinha um orçamento
de R$ 150 mil para realizar o concurso público. “Já
havíamos deixado reservado esse dinheiro para o concurso”,
justificou, alegando ainda que o pequeno número de vagas oferecidas
se deve à tramitação da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) que pode fazer com que a Câmara
volte a ter 21 vereadores. “Seria uma irresponsabilidade muito
grande da minha parte se eu fizesse um concurso oferecendo mais vagas,
pois estouraria os valores previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal
caso a PEC seja aprovada nos próximos dias”, completou.
Granato também não perdeu a oportunidade de criticar aqueles
que consideram como certo o prejuízo às finanças
da Câmara com a realização do concurso. “É
uma falta de sensibilidade dizer que um concurso dá prejuízo.
Na verdade é um ganho para a administração da Casa
que poderá ter os melhores profissionais concursados. Sem contar
que é um exemplo para a cidade, inclusive até para a prefeitura
que vai fazer concurso para Educação”, finalizou.
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